P19
Dez anos da Convenção do Património Imaterial: ressonâncias norte e sul
Convenors:
Regina Abreu (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
Paulo Peixoto
Discussant:
Lorena Querol
Location:
Auditório 1, Reitoria/Geociências (Map 10)
Start time:
11 September, 2013 at 9:30
Session slots:
3

Short abstract:

A normatização das políticas preservacionistas por fóruns internacionais, com destacado papel da UNESCO, vem estimulando uma dinâmica globalizada. O Painel pretende refletir sobre as Ressonâncias da Convenção do Patrimônio Imaterial de 2003 em diversos contextos nacionais e locais.

Long abstract:

A normatização das políticas preservacionistas por fóruns internacionais e agências multilaterais, com destacado papel da UNESCO, vem estimulando uma dinâmica globalizada no campo do património. O argumento central gira em torno da preservação do "diferente" como um exercício de proteção à diversidade cultural, num mundo em crescente homogeneização. Diversos países-membros da UNESCO colocaram em marcha, a partir da Convenção do Património Imaterial (PCI) de 2003, políticas voltadas para a patrimonialização do imaterial, dando lugar ao fenômeno da "patrimonialização das diferenças". Este fenômeno abarca interesses diversos, expressos em políticas que, por vezes, mais hierarquizam e distinguem as culturas umas das outras do que as acolhem numa amplo inventário sobre a diversidade cultural global. Nesta nova configuração, observa-se ainda uma substantiva mudança no protagonismo social do campo patrimonial a nível nacional e local, com o surgimento de uma pluralidade de novos agentes patrimoniais na cena pública: organizações não governamentais, associações representativas de movimentos sociais. O objetivo deste painel consiste em debater: Quais os efeitos de programas de patrimonialização em contextos locais, regionais ou transnacionais? O que vem mudando para as comunidades tradicionais como consequência de registros, tombamentos ou inventários de suas manifestações culturais? Quais o papéis do Estado e quais os novos sentidos do público na atual configuração do Patrimônio Cultural?