Click the star to add/remove an item to/from your individual schedule.
You need to be logged in to avail of this functionality.
Log in
- Convenor:
-
Andréa Lobo
(University of Brasília)
- Location:
- Auditório 1, Ciências Veterinárias (Map 30)
Short Abstract
Esta proposta coloca em diálogo etnografias realizadas em diferentes espaços, temporalidades e relações de governança. Entende-se por tal categoria as técnicas e dispositivos de governo sobre corpos e populações, bem como as práticas burocráticas como interação cotidiana de dominação.
Long Abstract
Propomos que sejam incluídos neste painel suplementar os seguintes trabalhos que não pudemos contemplar em nosso painel "Desafios da etnografia nas pesquisas em elites, instâncias estatais e políticas de governo" (coordenadores Antônio Carlos de Souza Lima e Carla Teixeira): Raoni Giraldin; Elias Gomes; Rafael Lopo; Marco Martinez; Ricardo Alexandre Pereira de Oliveira e Ana Beatriz Vianna Mendes; e Amanda Rodrigues.
Accepted papers
Session 1Paper short abstract
Pretende-se refletir sobre método, etnografia e pesquisa a partir de um estudo realizado junto aos profissionais de marketing político brasileiro.
Paper long abstract
No Brasil, a cada dois anos, ocorrem eleições diretas e regulares para o executivo e parlamento. Nas últimas três décadas, os usos de TV, rádio e internet nas campanhas se tornaram mais dinâmicos e complexos. Com isso, jornalistas, publicitários e sociólogos se tornaram "homens fortes" (em geral, homens) dos/as políticos/as brasileiros/as. Por vezes, esses profissionais se tornam confidentes e amigos das famílias dos/as candidatos/as. A intimidade entre eles gera maior segurança nos/as políticos/as e, ocasionalmente, maior autonomia na condução da campanha em relação a parentes, dirigentes partidários e amigos. O marketing político se tornou rentável e alguns profissionais milionários com os trabalhos realizados em campanhas e contas de publicidade governamental. A partir do trabalho etnográfico realizado nas eleições municipais em Belém do Pará - Brasil (2012) e visitas às agências dos principais profissionais das campanhas presidenciais, pretende-se refletir sobre método, etnografia e pesquisa. Analisa-se desde a entrada do pesquisador no campo de estudos, passando pelos contatos com agências, atividades com candidatos e assessores, gravações de programas, entrevistas, bem como a proteção de dados, as informações privilegiadas e prestigiosas, as disputas, vaidades e riscos políticos e econômicos de pesquisas acadêmicas para os/as candidatos/as e marqueteiros/as.
Paper short abstract
Este trabalho se propõem a refletir sobre dois “mitos” idealizados na política: “Estado” e “Democracia”. O objetivo é apontar para possíveis brechas compreensivas nas mudanças sociais envolvendo esses fenômenos e os possíveis ganhos à prática etnográfica.
Paper long abstract
Nesta proposta importa saber quais eram as condições e as contingências histórias (Elias, 1990) que mobilizaram de forma não-intencional (ou racional), a criação de certa maneira ordenada de mecanismos de distribuição de poder entre "iguais", cidadãos enquanto detentores de direitos salvaguardados por uma entidade política, o "Estado". Considerando as assimetrias entre os membros da pólis, os "gregos antigos" deixaram um legado, a ideia de "democracia".
Parece fundamental contrariar a suposição de que em regimes democráticos as relações de poder "oficiais", as assimetrias de "acesso" estabelecidas por "redes políticas" serão permeadas necessariamente pela transparência e descentralização do "poder". As formas de legitimação do poder que a retórica do "estado-nacional democrático" professam não resolveram questões que por aparente principio constituiriam a substância da ideia de "democracia".
O "tempo" das relações e dos encontros estabelecidos no fazer etnográfico são desafiados em contraste com a temporalidade dos fenômenos que nos propomos compreender, com o ritmo no qual mudaram e se-nos apresentam. Não confundem-se "presente" e "verdade", assim como não o ocorre com o "passado".
A percepção do "tempo" não precinde necessariamente da cisão entre sincronia e diacronia. Essa cisão torna-se muito pouco explicativa dos fenômenos que conferem sentido à temporalidade "presente" e às contigências que são parte de mudanças sociais. Para manter a linguagem corrente, algo como uma "sincronia dinâmica" ou "temporalidade sócio-orgânica" sejam bons indícios para críticas da percepção do tempo e mudanças sociais e, também, da atuação de etnógrafos em "campo" no estudo de elites, de instâncias estatais e de governo.