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Accepted Paper
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Esta comunicação se atém, particularmente, à discussão da imagem fotografia no trabalho de campo e ao lugar do antropólogo em pesquisas com grupos em contextos de violência e ilegalidades, como a prisão, que obriga-nos o desvio do olhar.
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Durante o trabalho de campo em penitenciárias cariocas (Complexo Penitenciário Gericinó/Bangu), a presença da câmera fotográfica foi um elemento que desencadeou nos fotografados e na antropóloga-fotógrafa um processo performático de construção de imagens. Ao darem-se "para ser vistos" e "se olhar" os internos revelaram algumas camadas que compõem o universo no encarceramento como, por exemplo, a recriação do cenário, o reconhecimento do corpo e os gestos partilhados no momento da pose. Esta comunicação se atém, particularmente, à discussão da imagem fotografia no trabalho de campo e ao lugar do antropólogo em pesquisas com grupos em contextos de violência e ilegalidades, como a prisão, que obriga-nos o desvio do olhar. São espaços onde o fotografar significa: expor (e se expor), invadir e vigiar; ao revelar aquilo que foi enquadrado, a imagem fotográfica, nesse contexto, pode comprovar, provar e assim, criar algumas tensões.
Expressões artísticas urbanas: etnografia e criatividade (PT/ES/EN/FR)
Session 1